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“P.S Eu te amo, Holly, e sei que você me ama. Você não precisa de minhas coisas para se lembrar de mim, não precisa guardá-las como prova de que eu existi ou de que ainda existo em sua mente. Não precisa vestir minhas blusas para me sentir perto; já estou aí… sempre abraçando você.”
Cecilia Ahern – P.S. Eu Te Amo, página 101
Autora: Cecilia Ahern
Editora: Novo Conceito
368 páginas
      Narrado em terceira pessoa, o livro conta a história de um amor interrompido pela morte com muita sutileza e mantém a perspectiva fúnebre presente sem que o livro se torne um grande e terrível drama, oscilando entre o romance, a tristeza e a dificuldade em que Holly tem para seguir sua vida, a autora consegue que seu enredo seja próximo da realidade em que vivemos e nos leve as lágrimas em inúmeras paginas.
      O fluxo de leitura é inebriante, é impossível largar! – O livro é tão bom que não conseguia ir dormir porque queria ler mais e mais. As páginas voam e os personagens são todos carregados da complexidade humana e problemas sejam eles: sociais, sentimentais ou familiares. As descrições são feitas na medida certa e por toda a trama, muito equilibrada por sinal, existe muitas vezes, até mesmo de forma implícita o sentimento doloroso de perda, cujo leitor sente nos pequenos detalhes.
    O desfecho é tão simples e brilhante, que chega a causar no leitor aquele sentimento de choro engasgado na garganta e o leva a refletir e ficar com a história na cabeça até mesmo depois de ler a última página.
Não espere que seja idêntico ao filme, pois não é! É bem diferente, mas não consigo classificar qual dois é melhor. Ambos contêm a mesma essência e temos que compreender que nunca um filme estará 100% idêntico à obra original.
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Em 08/09/12  |  Novo Conceito, Resenhas