‘Chatô, o Rei do Brasil’, a lendária adaptação cinematográfica da biografia escrita por Fernando Morais, pode estar enfim perto de sua estreia. Após 15 anos trabalhando no filme, o ator Guilherme Fontes, que tem no mesmo sua estreia como diretor, acredita que a adaptação pode estrear ainda neste semestre. ”Reabri minha produtora e estou me preparando para finalmente estrear o Chatô. Pode contar uns quatro, cinco meses a partir de hoje”, declarou Fontes em entrevista à revista Caras.
O longa começou a ser produzido em 1995, mas acabou tendo suas filmagens interrompidas por falta de verba. Como Fontes havia conseguido captar cerca de R$ 10 milhões pela Lei do Audiovisual, iniciou-se uma discussão sobre má utilização do dinheiro público. Pouco depois, o MiNC e a Ancine deram início a processos contra o diretor e sua produtora, Guilherme Fontes Filmes, que teria sido aberta utilizando-se verbas públicas captadas para o filme.
Em 2008, a Controladoria-Geral da União determinou que Fontes e sua sócia Yolanda Machado Coeli deveriam devolver mais de R$ 36 milhões aos cofres públicos. Dois anos depois, foi condenado a três anos de prisão por sonegação fiscal, mas teve a pena convertida em prestação de serviços comunitários. O diretor recorreu das duas punições e ainda não houve um julgamento definitivo.
‘Chatô, o Rei do Brasil’ contou com a participação de atores como Marco Ricca, Paulo Betti, Andréa Beltrão e Leandro Leal, e, segundo o diretor, ainda não se sabe se o mesmo deverá estrear em festivais ou diretamente no cinema.
“Chatô, o rei do Brasil” – a história da vida vertiginosa de um dos brasileiros mais poderosos e controvertidos deste século. Dono de um império de quase cem jornais, revistas, estações de rádio e televisão – os Diários Associados – e fundador do MASP, Assis Chateaubriand, ou apenas Chatô, sempre atuou na política, nos negócios e nas artes como se fosse um cidadão acima do bem e do mal. Mais temido do que amado, sua complexa e muitas vezes divertida trajetória está associada de modo indissolúvel à vida cultural e política do país entre as décadas de 1910 e 1960, magistralmente recriada neste Chatô, o rei do Brasil.




