A Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) chegou ao final da sua décima edição na noite deste domingo, comemorando a presença do público recorde e marcando espaço para nomes menos conhecidos entre os autores convidados. A edição não teve polêmicas marcantes, como em anos anteriores, mas alcançou o objetivo de celebrar a literatura contemporânea e homenagear Carlos Drummond de Andrade, presente em todos os eventos realizados durante a festa.
A organização da Flip estima que 25 mil pessoas tenham passado por Paraty nos cinco dias da festa literária, com cerca de 45 mil acessos a todos 135 eventos realizados na cidade (considerando que cada pessoa podia participar de mais de um deles). O número foi considerado um recorde, e teve força também na internet, atingindo 270 mil pessoas através do Facebook. Ao longo das dez edições da festa, foram recebidos em Paraty 327 autores de 40 países.
Ao considerar que a festa de 2012 foi bem-sucedida, a organização decidiu manter para a edição do próximo ano o trabalho do curador, o jornalista Miguel Conde. O nome do homenageado do próximo ano ainda não foi confirmado, e deve ser anunciado oficialmente apenas em agosto. Graciliano Ramos é uma das possibilidades.
Para Conde, as mesas da manhã deste domingo, 7, como a apresentação emocionada e bem-humorada da escocesa Jackie Kay e do gaúcho Fabrício Carpinejar, foram as mais marcantes do festival. A Flip deste ano foi desfalcada do Prêmio Nobel J.G.M Le Clézio, que cancelou sua participação dias antes do início da festa. Grandes autores internacionais tiveram participação interessante, mas não chegaram a empolgar muito a plateia.
Os organizadores aprovaram a apresentação de poemas de Carlos Drummond de Andreade, homenageado deste ano, no início de cada uma das mesas realizadas.
G1 – com adaptações.




