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Após muita espera, ontem foi o dia da estreia de “Gabriela”, adaptação da obra do mesmo nome do escritor Jorge Amado. Com Juliana Paes como protagonista e até com a cantora Ivete Sangalo no elenco, a adaptação de Walcyr Carrasco ficou com a média de 30 pontos de audiência, um ótimo número considerando seu horário de exibição.

Gabriela, Cravo e Canela já garantiu, ao escritor baiano Jorge Amado, diversos prêmios e adaptações. A versão televisiva mais conhecida foi feita em 1975, por Walter George Durst, tendo a atriz Sonia Braga como protagonista. O trabalho fez tanto sucesso que foi parar nos cinemas, com a mesma atriz, em 1983, com direção de Bruno Barreto. O livro, por sua vez, que foi publicado em 1958, retrata a década de 20, o período conhecido como Ciclo do Cacau, por conta da alta renda derivada dessa matéria-prima, e nos apresenta um vasto universo de riquezas, prostituição e, claro, belezas diversas.

Apesar de seus direitos autorais já terem passado por diversas editoras, hoje os mesmos pertencem à Companhia das Letras que está, inclusive, em homenagem a esse ano cheio de Jorge Amado, republicando todas as obras do autor. A nova publicação é uma edição econômica, com capa da Máquina de Estúdio, por R$ 29,50 (foto).

A nova versão da TV, é claro, rendeu críticas positivas a seu primeiro episódio e garantiu, no twitter, os Trend Topics com as hashtags #Gabriela; #JulianaPaes e #DeDiaÉIveteDeNoiteÉMachadão referindo-se ao papel de Ivete Sangalo. Comparações também não faltam e não faltarão com a adaptação anterior, de 1975, e do próprio livro que, de tão rico em detalhes, pode garantir algumas falhas à versão de Carrasco. O site Vírgula UOL fez, inclusive, um álbum comparando os personagens de ambas as adaptações, nos mostrando algumas diferenças padrões. Apesar disso, não há dúvida que o ano é de Jorge Amado, mas o mês é de Gabriela.

Gabriela vai ao ar de Terça a Sexta-feira, a partir das 23h, na Rede Globo de televisão. Confira aqui algumas cenas.

Gabriela, Cravo e Canela – Jorge Amado [Companhia das Letras]

 O romance entre o sírio Nacib e a mulata Gabriela, um dos mais sedutores personagens femininos criados por Jorge Amado, tem como pano de fundo, em meados dos anos 20, a luta pela modernização material e cultural de Ilhéus, então em franco desenvolvimento graças às exportações do cacau da região. O eixo da história é a relação delicada e complexa entre as transformações materiais e as idéias morais. Com sua sensualidade inocente, a cozinheira Gabriela não apenas conquista o coração de Nacib como também seduz um sem-número de homens ilheenses, colocando em xeque a férrea lei local que exigia que a desonra do adultério feminino fosse lavada com sangue.
Publicado em 1958, Gabriela, cravo e canelalogo se tornou um sucesso mundial. Na televisão, a história se transformou numa das novelas brasileiras mais aclamadas mundo afora. No cinema, Nacib é vivido por Marcello Mastroianni, e Gabriela, por Sônia Braga.

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Em 19/06/12  |  News

Tatiany Leite Jornalista, viciada em literatura (do tipo: não vive sem) e a todo momento pode ser encontrada com um livro (ou mais) colado aos óculos. Fez parte do projeto Tudo de Blog da Revista Capricho (2009) e atualmente trabalha como assessora de imprensa e mídias sociais na editora LeYa.
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