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Aqueles que colecionam livros sabem da importância quanto a mantê-los e guardá-los, do medo que nasce quando alguém nos pede algum emprestado (e se ele não voltar? E se vier sem páginas?), mas sabe que um livro lido apenas por si não estará cumprindo completamente o seu papel. Apesar de fazer o tipo de pessoa ciumenta com meus livros, gosto de compartilhá-los e de receber em troca outro volume emprestado; essa é a melhor política literária que existe, e visando basicamente isso, o BookCrossing nasceu.

O movimento foi criado pelo programador Ron Hornbaker, em 2011, unindo mais de 852 mil praticantes de 130 países (sendo, no Brasil, por volta de 8 mil participantes), tendo 6,2 milhões de livros cadastrados. O conceito básico da prática é ler, registrar e libertar, aplicando em maior escala a ideia de trocas e empréstimos de livros. O projeto deseja “transformar o mundo inteiro numa biblioteca”; a prática do BookCrossing consiste em deixar livros em locais públicos, sejam em praças, cafés, ônibus, ou qualquer outro lugar onde outra pessoa possa encontrar o livro, acolhê-lo e após lido, repassar para alguém, devolver ao local onde retirou ou deixar em outro local para que alguém possa resgatá-lo.

Mas como saber por onde os livros andam? Ou como informar os “donos” que disponibilizaram a obra que você leu sobre a estadia do volume em sua mochila? Para isso, o projeto disponibiliza um sistema de cadastro para os livros, pontos de bookcrossing e registro para bookcrossers no site do projeto.

Pessoas encontrando livros do BookCrossing deixados no metrô

Pessoas encontrando livros do BookCrossing deixados no metrô

Explicando melhor: caso queira registrar sua leitura e/ou cadastrar seus próprios livros, basta fazer um cadastro no site referente. Para encontrar livros sem contar com a sorte do acaso, existem pontos de encontro nomeados como “ponto de bookcrossing”, que disponibilizam uma estante, mesa ou prateleira especificamente para os bookcrossers retirarem ou deixarem livros, mas existem aqueles que deixam os livros em locais-surpresa, para quem estiver passando ler (alguns avisam via fórum onde o livro que lia se encontra). E, detalhe importante, para poder disponibilizar seus livros é necessário fazer um registro de número para identificação (BCID) do volume no site e, em seguida, etiquetá-lo com os dados necessários (as etiquetas podem ser impressas diretamente no site).

Logo na capa, o livro anuncia: “Não estou perdido… Sou um livro livre!”. Eu aderi esta semana à prática, e faço grande recomendação aos adoradores da leitura; como o próprio projeto já diz “livros mudam as pessoas… pessoas mudam o mundo”, assim fazemos da cultura literária algo mais universal do que já era possível.

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Em 24/04/12  |  na Rua

Escritora de minuto por paixão, amor e loucura. Em sua mochila sempre carrega um livro, caderno e caneta. Blogueira desde cedo, atualmente cursa jornalismo e trabalha como freelancer na área.
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