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Falamos um pouco sobre a literatura argentina e seus principais nomes. Mas, do que adianta falar sem entender exatamente o que se passa em cada obra ou, quem sabe, ler alguns trechos ou partes completas? Confira abaixo algumas sinopses  e obras em PDF dos grandes representantes da Literatura Argentina.

Título do Livro
‘Facundo – Civilização e Barbária nas pampas argentinas
‘ é um livro escrito em 1845 pelo político Domingo Faustino Sarmiento. A obra propõe uma análise da situação política, econômica e social da Argentina. ‘Facundo’ analisa conflitos que começaram no país após a Independência declarada em 1816 a partir da oposição entre a civilização e a barbárie.

Na obra conhecemos Juan Facundo Quiroga, um militar e político gaúcho do Partido Federal que se tornou governador da Província “La Rioja” durante as guerras civis argentinas, nos anos de 1820 e 1830. Na obra o personagem Facundo representa o federal Juan Manuel de Rosas que governou Buenos Aires entre 1829 e 1832 e novamente de 1835 até 1852. Segundo o próprio escritor, o personagem do livro se iguala à Rosas porque ambos representam a barbarie que deriva da natureza e da falta de civilização presente no campo argentino.

A obra é considerada uma representação completa da Argentina confusa pós Independência, que não consegue optar por liberalismo ou caudilhismo.

Em 2010 a Editora Cosac Naify lançou uma nova edição da obra, com prólogo do escritor argentino Ricardo Piglia e notas de Sergio Alcides. Compre a edição da Cosac em sua loja online.


‘O Matadouro’,
 escrito por Echeverría, também mostra uma Argentina em época do federal Rosas. O conto compara o país com um matadouro, com cenas fortes de tortura e assassinato. Para sorte dos leitores há um e-book que disponibiliza oo conto completo e ainda conta vários outros contos de escritores da América Latina. Leia tudo que puder:

A obra Martín Fierro, escrito por José Hernández, narra as aventuras de típicos gaúchos (nômades que vivem em pampa) e suas respectivas liberdades e necessidades de adentrar no exército para lutar nas guerras. É interessante notar que o livro é um dos pioneiros da “Literatura Gauchesca” que tenta apresentar o gaúcho (que não existe mais no período de criação das obras) como um heroi nacional, destemido e nacionalista (assim como nosso índio na época do Romantismo brasileiro – vide obras de José de Alencar).

O livro pode ser lido online, em castelhano, neste link.

‘Amalia’, de José Mármol, foi escrita em 1851 e completa a oposição a Rosas. Apesar da crítica intrínseca é um livro mais romântico que conta a história de dois casais que lutam contra o regime vigente e vivem o problema do amor impossível.

Mostra o cenário argentino com realidade, mas mistura de maneira muito interessante (e não tão comum na literatura deste país e desta em específico) com sentimentalismo e, quase consequentemente, muito drama.

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Em 20/03/12  |  Por País

Tatiany Leite Jornalista, viciada em literatura (do tipo: não vive sem) e a todo momento pode ser encontrada com um livro (ou mais) colado aos óculos. Fez parte do projeto Tudo de Blog da Revista Capricho (2009) e atualmente trabalha como assessora de imprensa e mídias sociais na editora LeYa.
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