De volta à cidade de origem, os pertences de Anne Frank – junto com móveis, fotografias e outros objetos – ganharão um espaço especial no Museu Judaico de Frankfurt, o “Centro da Família Frank”.
Alguns dos pertences já foram enviados à Frankfurt pela Fundação Anne Frank; a ideia é concentrar em Frankfurt o setor da história da família e seus modos de vida até o século 17, e em Amsterdã o Museu Casa Anne Frank fica focado na época em que houve o holocausto, quando Anne e a família Frank foi perseguida e teve de se manter escondida no Amsterdã; por esse motivo o diário original da autora ficará por lá, por ser o local em que foi escrito.
O acervo conta com peças mobiliárias da casa em que viveram, documentos, fotografias, quase 6 mil cartas da época da guerra, brinquedos, roupas, livros, quadros, louças e outras peças. Bernhard “Buddy” Elias, presidente da Fundação e também o primo que Anne tanto citou em seu livro, é o único parente vivo da escritora; foi ele que encontrou as relíquias no sótão de sua família enquanto fazia uma limpeza com a esposa em 2001.
Raphael Gross, diretor do Museu Judaico, informa que o Centro da Família Frank contará com 3 diferentes espaços: o que ficará em exposição permanente, outro de arquivamento, e um centro pedagógico para estudos. Atualmente, o Museu passa por uma reforma que tem por previsão de término 2015, porém a seção de Anne Frank será aberta ao público antes de sua reinauguração oficial.
Veja aqui a entrevista em que Elias fala sobre a exposição e as lembranças que tem de sua prima Anne.
Grazy dos Santos
Escritora de minuto por paixão, amor e loucura. Em sua mochila sempre carrega um livro, caderno e caneta. Blogueira desde cedo, atualmente cursa jornalismo e trabalha como freelancer na área.Site | Twitter



